Vacina contra herpes-zóster: quem deve tomar e por que ela é importante após os 50 anos? - Novamed Planos de Saúde

Vacina contra herpes-zóster: quem deve tomar e como funciona

A vacina contra herpes-zóster é recomendada pela SBIm de rotina a partir dos 50 anos e também para pessoas imunocomprometidas ou com risco aumentado a partir dos 18. Entenda por que a doença aparece, quais são suas principais complicações e como funciona a vacinação.

Publicado em 2 de setembro de 2026

Vacina contra herpes-zóster: quem deve tomar e por que ela é importante após os 50 anos? - Novamed Planos de Saúde

Você provavelmente conhece alguém que já teve herpes-zóster — o popular “cobreiro”. Além das bolhas que aparecem na pele, a doença pode provocar dor intensa e, em alguns casos, deixar um incômodo que permanece por meses ou até anos.

O que muita gente ainda não sabe é que existe vacina para prevenir o herpes-zóster e suas principais complicações.

A vacinação ganha especial importância depois dos 50 anos, fase em que o risco da doença aumenta. Por isso, manter o calendário de vacinação atualizado também deve fazer parte dos cuidados preventivos com a saúde na vida adulta.

O que é herpes-zóster?

O herpes-zóster é causado pelo vírus varicela-zóster, o mesmo responsável pela catapora.

Depois que uma pessoa tem catapora, geralmente na infância, o vírus não é completamente eliminado do organismo. Ele permanece inativo no sistema nervoso e pode ser reativado anos ou até décadas depois.

Quando isso acontece, surge o herpes-zóster.

A doença costuma provocar uma erupção dolorosa, geralmente concentrada em um dos lados do corpo. Antes ou durante o aparecimento das lesões, também podem ocorrer dor, ardência, formigamento, coceira e sensibilidade na região afetada.

O risco aumenta com a idade, especialmente a partir dos 50 anos, devido às alterações naturais que ocorrem no sistema imunológico ao longo do envelhecimento.

Por que o herpes-zóster merece atenção?

Para muitas pessoas, a doença não termina quando as lesões desaparecem.

A complicação mais frequente é a chamada neuralgia pós-herpética, caracterizada pela persistência da dor na região afetada mesmo depois da cicatrização das lesões.

Essa dor pode durar meses e, em alguns casos, anos, comprometendo atividades cotidianas e a qualidade de vida.

Dependendo da região atingida e das condições de saúde do paciente, o herpes-zóster também pode provocar outras complicações, incluindo problemas oculares e perda da visão quando há comprometimento da região dos olhos. Complicações neurológicas e outras manifestações graves são menos frequentes, mas também podem ocorrer.

Por isso, prevenir a doença é especialmente importante entre pessoas mais velhas e aquelas que apresentam comprometimento da imunidade.

Quem deve tomar a vacina contra herpes-zóster?

De acordo com o calendário 2025/2026 da Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm), a vacina recombinante contra herpes-zóster é recomendada como rotina para pessoas a partir dos 50 anos.

A vacina também é indicada para pessoas imunocomprometidas ou com risco aumentado para herpes-zóster a partir dos 18 anos.

Nesse segundo grupo podem existir situações clínicas bastante diferentes. Por isso, pessoas em tratamento contra câncer, transplantadas, vivendo com determinadas doenças imunológicas ou utilizando medicamentos imunossupressores devem conversar com o médico responsável para definir o momento mais adequado para a vacinação.

Quantas doses da vacina contra herpes-zóster são necessárias?

O esquema recomendado pela SBIm para adultos a partir dos 50 anos é de duas doses da vacina recombinante, normalmente com intervalo de dois meses entre elas.

Em determinadas situações envolvendo pessoas imunocomprometidas, o intervalo pode precisar de adequação conforme a condição clínica e o tratamento realizado. A definição deve ser individualizada pelo profissional de saúde.

Completar o esquema é importante para alcançar a proteção esperada.

Qual é a eficácia da vacina?

A vacina recombinante apresenta alta eficácia contra o herpes-zóster.

Grandes estudos clínicos que embasaram sua aprovação encontraram eficácia superior a 90% na prevenção da doença em adultos imunocompetentes a partir dos 50 anos. Os dados também demonstraram elevada proteção contra a neuralgia pós-herpética.

A proteção não significa risco zero. Uma pessoa vacinada ainda pode desenvolver herpes-zóster, mas a vacinação reduz significativamente a probabilidade de ocorrência da doença e de suas complicações.

Quem já teve herpes-zóster precisa tomar a vacina?

Sim. Ter apresentado herpes-zóster anteriormente não significa que a pessoa estará protegida para sempre, porque a doença pode ocorrer novamente.

A SBIm recomenda a vacinação mesmo para quem já apresentou a doença.

Como regra geral, a entidade recomenda intervalo de seis meses entre o episódio de herpes-zóster e a vacinação. Em determinadas circunstâncias, entretanto, a vacinação pode ser considerada após a resolução do quadro, especialmente quando existe risco de perda da oportunidade de vacinar.

Essa decisão deve ser discutida com um profissional de saúde.

A vacina pode causar reações?

Como acontece com outros imunizantes, algumas pessoas apresentam reações após a aplicação.

As mais frequentes incluem dor no local da injeção, dor muscular, cansaço e dor de cabeça. Em geral, essas manifestações são transitórias e desaparecem em poucos dias.

A vacina não deve ser administrada a pessoas com histórico de reação alérgica grave a algum de seus componentes ou a uma dose anterior.

Além disso, a vacinação não deve ser realizada durante um episódio ativo de herpes-zóster. A vacina é uma estratégia de prevenção e não funciona como tratamento para uma crise já instalada.

A vacina contra herpes-zóster está disponível no SUS?

Atualmente, a vacina recombinante contra herpes-zóster não integra a oferta de rotina do SUS.

Em janeiro de 2026, o Ministério da Saúde publicou decisão de não incorporar o imunizante ao SUS para prevenção da doença em idosos com 80 anos ou mais e pessoas imunocomprometidas a partir dos 18 anos.

A própria decisão prevê que o tema poderá passar por uma nova avaliação caso surjam fatos novos capazes de modificar a análise.

Na prática, atualmente a vacinação é encontrada principalmente em serviços privados de vacinação.

Vacinação também faz parte da medicina preventiva

Existe uma ideia equivocada de que calendário de vacinação é assunto apenas de criança.

Na vida adulta, as necessidades mudam, mas a prevenção continua sendo fundamental.

A partir dos 50 anos, acompanhar pressão arterial, saúde cardiovascular, metabolismo, realizar exames indicados para cada faixa etária e manter as vacinas recomendadas atualizadas fazem parte de uma estratégia mais ampla de prevenção.

A vacina contra herpes-zóster é um bom exemplo disso: em vez de esperar uma doença potencialmente dolorosa aparecer para então tratá-la, é possível avaliar previamente com um profissional de saúde a indicação de uma medida capaz de reduzir significativamente esse risco.

Essa é a lógica da medicina preventiva: acompanhar a saúde, conhecer os riscos individuais e agir no momento adequado.

Na NovaMed, acreditamos que cuidar da saúde também significa olhar para frente. Converse com seu médico, mantenha seu acompanhamento em dia e verifique quais vacinas são recomendadas para sua idade e condição de saúde.

FAQ: 5 dúvidas sobre a vacina contra herpes-zóster

1. A vacina contra herpes-zóster é recomendada a partir de qual idade?

A SBIm recomenda a vacina recombinante contra herpes-zóster como rotina para pessoas a partir dos 50 anos. Ela também é indicada para pessoas imunocomprometidas ou com risco aumentado para a doença a partir dos 18 anos.

2. Quantas doses da vacina contra herpes-zóster são necessárias?

O esquema de rotina recomendado pela SBIm é composto por duas doses, com intervalo de dois meses. Em situações específicas, principalmente envolvendo imunocomprometidos, o esquema deve seguir orientação profissional individualizada.

3. Quem já teve herpes-zóster deve se vacinar?

Sim. A doença pode ocorrer novamente. A SBIm recomenda a vacinação mesmo para quem já apresentou herpes-zóster, normalmente respeitando intervalo de seis meses após o episódio, embora situações específicas possam justificar outro momento após a resolução do quadro.

4. A vacina contra herpes-zóster está disponível no SUS?

Atualmente, não. Em janeiro de 2026, o Ministério da Saúde decidiu não incorporar a vacina recombinante ao SUS para idosos a partir de 80 anos e imunocomprometidos a partir dos 18 anos. O imunizante é encontrado principalmente na rede privada.

5. A vacina contra herpes-zóster pode causar reações?

Sim. As reações mais frequentes incluem dor no local da aplicação, cansaço, dor muscular e dor de cabeça. Normalmente são temporárias. Pessoas com histórico de reação alérgica grave aos componentes da vacina devem informar o profissional responsável antes da aplicação.

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